sexta-feira, 28 de novembro de 2014

MAIS UM POUCO SOBRE AS FRANQUIAS


Se existe um segmento que não pode reclamar da crise no Brasil, é o segmento das franquias. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF) prevê um crescimento de 10% para o setor em 2014, em plena crise, dando sequência aos bons resultados dos anos anteriores. Em 2013, por exemplo, o faturamento das franquias brasileiras foi 11,9% maior do que em 2012. Em termos de número de pontos de venda, o crescimento do ano passado foi de 9,4%, chegando a 114.409 unidades de 2.703 redes diferentes.

Alguns setores sofrem menos que outros com recessões e oferecem mais oportunidades para explorar ao máximo o potencial escondido na fase difícil que está começando. Confira a seguir as dez opções mais promissoras.

Alimentação

Quando a família tem pouco dinheiro para gastar com lazer, sair para comer fora é um passeio mais acessível. “Em tempos de crise, restaurantes por quilo são mais promissores”, afirma Tales Andreassi, Coordenador do Centro de Empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas.

Pets

O setor está com tudo: a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação prevê um faturamento de R$ 16,47 bilhões este ano, 8,2% a mais do que em 2013, quando já havia registrado 7,3% de crescimento em relação ao anterior.

Educação e treinamento

Escolas profissionalizantes e de reforço escolar se encaixam num perfil em ascensão: o das microfranquias, que demandam investimento de menos de R$ 80 mil. No caso do setor de educação, funcionários bem preparados são mais importantes do que a estrutura física.

Serviços domésticos e cuidadores de idosos

Assim como acontece com a educação, estes dois setores demandam mais investimento em equipe do que em espaços físicos. Também são duas áreas em rápido crescimento – com a PEC das Domésticas, a busca pela terceirização do serviço de limpeza aumentou.

Vestuário, acessórios pessoais e calçados

Com o menor acesso a crédito, o volume de vendas tem a tendência de diminuir, mas a área de moda ainda é uma das mais procuradas em datas comerciais festivas. Não é obrigatório abrir lojas de grande porte, os quiosques de shoppings já são ótimas opções.

Beleza e estética

O setor tem uma vantagem: não demanda muito capital inicial. “Investimento mais baixo significa risco menor”, diz Cesar Kirszenblatt, gerente de conhecimento e competitividade do Sebrae-RJ. Microfranquias dão retorno em até 24 meses, contra 36 meses, em média, de redes maiores.

Serviços automotivos

A venda de veículos usados e, principalmente, de peças, tende a crescer em momentos de estagnação e menor acesso a crédito. A comercialização de carros e motos cai na mesma medida em que os reparos e as trocas de modelos usados aumenta.

Comunicação, informática e eletrônicos

Pelo mesmo motivo dos veículos, o setor de reparos de eletrodomésticos e aparelhos de informática só tende a ganhar quando os consumidores preferem consertar o que já têm em vez de adquirir um produto novo apenas porque ele é alguns meses mais moderno.

Esportes e lazer

Em tempos de espírito olímpico e ainda na esteira da Copa, o estímulo à atividade física está em alta. “As escolinhas de ginástica para crianças, por exemplo, têm uma grande demanda”, afirma Cesar Kirszenblatt, do Sebrae-RJ.

Hotelaria e turismo

Produtos luxuosos voltados para a classe média podem encalhar, mas parques de entretenimento, pousadas com preços acessíveis e franquias de quiosques a beira-mar, por exemplo, nunca saem de moda. As pessoas não ficam sem comer, assim como não ficam sem passear.

EMPESÔMETRO


Li outro dia, no Portal Brasil, que foi lançado o Empesômetro MP, um software sobre as estatísticas relativas à abertura e ao fechamento das micro e pequenas empresas e do Simples Nacional, os quais serão exibidas em tempo real, discriminadas por cidade, estado e atividade econômica. 

A ferramenta, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), também pode ser acessada na página do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte na internet.

Esperamos que a ferramenta garanta mais transparência aos dados referentes às MPEs e produza informações mais sólidas para a formulação de novas políticas públicas para o setor. “Vamos aferir o que acontece no empreendedorismo das MPEs, setor por setor", disse o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Conhecendo o sistema de franquias.


Eu acabava de terminar o mestrado em Desenvolvimento Local, onde meu tema de dissertação era Redes de Micro e Pequenas Empresas, quando passei a estudar melhor, a pedido de um colega advogado, o Sistema de Franchising (Franquias). A partir de então tenho orientado e trabalhado com empresários que pretendem expandir o sucesso de seu negócio, e auxiliado empreendedores que gostariam de adquirir um negócio de baixo risco.





O sistema de franchising é uma forma de crescimento e desenvolvimento de negócios em rede. De acordo com a International Franchise Association (IFA), esse sistema é aplicado praticamente em todo o mundo, e o Brasil está entre os países em que franchising mais tem crescido nos últimos anos.

Uma importante constatação é de que trabalhar com esse sistema não é para qualquer empresa nem para qualquer perfil de empreendedor. Não são somente os resultados que são reconhecidos, mas também os problemas, que devem ser identificados e corrigidos quando a empresa ainda estiver pequena e os ajustes ainda envolvam procedimentos relativamente simples.

Vejamos algumas das questões fundamentais para quem quer conhecer melhor esse sistema.